Youtube dá força para “Jornalismo Participativo”
O Youtube lançou ontem (20 de maio) seu canal de jornalismo social ou participativo, o Citizen News. Na instantaneidade que vivemos hoje, algumas notícias não podem esperar muito para serem publicadas e muitos usuários do Youtube são os primeiros a registrar e comunicar certos fatos. Mas a proposta do Citizen News é na verdade destacar e apoiar “repórteres-cidadãos” que já produzem matérias e videocasts jornalísticos com certa periodicidade no site. Eles também pedem que os usuários avisem os administradores do canal sobre algum material de qualidade não encontrado, enviem sugestões de ferramentas e por aí vai. Como diz Tiago Dória, já que a maioria do conteúdo amador é produzido por aparelhos móveis, melhorar a integração mobile já seria um bom começo para ajudar esse pessoal - e dar mais velocidade para a conversão dos vídeos também. A Olivia, que é a 1ª gerente de notícias do Youtube e foi contratada apenas para cuidar do canal, pode contar um pouco mais. O Steve vai apresentar ela para vocês! (perdão, mas eles não falam português, pessoal) O Youtube é mais uma plataforma do que um veículo de mídia, então não se trata tanto de um modelo híbrido, que une conteúdo gerado por usuário com conteúdo gerado por profissionais (um exemplo no Brasil seria o Radar Cultura, que fez uma cobertura colaborativa da virada cultural). Acontece que o site de vídeos já tem muita produção de matérias, e o que faltava era mesmo uma seleção. Por isso não acho que é o caso de algumas iniciativas que romantizam o jornalismo participativo e investem cegamente sem um planejamento realista. Acho que a visão do Youtube de entrar na comunidade de seus usuários e potencializar a criação desses é um belo exemplo de como as marcas deveriam agir na internet, fomentando inter-relações do seu público e buscando, nessas conversas, a informação e o material que precisa para se reinventar. |
Microsoft é cool!
| 100% do Brainstorm#9:
A capa da próxima Fast Company, edição de junho, trará Alex Bogusky, o todo poderoso chairman da Crispin Porter + Bogusky, a maior hotshop de publicidade da atualidade. Na matéria, a jornalista Danielle Sacks conta da missão hercúlea de 300 milhões de dólares que Bogusky e sua agência tem na mão: tornar a Microsoft “cool”, depois de tanto apanhar da Apple nos últimos anos. Chamado de o Steve Jobs da propaganda, Bogusky não é nada sutil em suas declarações. Na que estampa a capa, ele diz: “Nós somos mercenários.” A Microsoft, que antes era atendida globalmente pela McCann Erickson, entregou sua conta para a Crispin Porter + Bogusky em fevereiro deste ano, em mais um exemplo de cliente gigante que deixa uma agência mastodôntica para apostar em um bureau de criação. O primeiro trabalho da Crispin para a Microsoft deve sair no próximo mês de julho. A nova edição da Fast Company ainda não consta no site da revista, mas deve estar disponível online nas próximas semanas.
Put a keep are you!! |


