Archive for the 'tendências' Category

Investindo no Mobile Marketing

Agosto 27th, 2008 | Category: mobile, strategy, tendências
Mais uma vez achei no blog do Paul Isakson uma ótima apresentação sobre tendências do marketing, dessa vez mais especificamente sobre o Mobile Marketing. Ela é fruto de um evento sobre estratégia, o DeepSpace, que tem um subtítulo bem provocador: “Stop campaigning and start commiting”.

A pergunta que eu resolvi destacar dentre tantas, para fazer valer a sua leitura, foi: “Por que começar a investir em Mobile Marketing hoje?” O autor Chuck Levine responde:

• Defina os fatores chaves de sucesso antes que os seus concorrentes
• Erre enquanto ainda é cedo
• Desenvolva um modelo próprio de Retorno de Investimento

Enfim, algumas pesquisas usadas aí são números do mercado europeu e americano, e alguns insights estão fora da nossa realidade, mas ainda assim acho que o caso iPhone diz muito para nós. Uma coisa é certa: tanto as tendências tecnológicas, quanto as tendências sociais (que são mais lentas) convergem para o ponto em que se pode afirmar sem preocupações: Mobile Ads will Become a Big Business. Boa leitura.

Se você gostou dessa apresentação e quer ver mais coisa do tipo, tem outras aqui.

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Scuppies

Junho 06th, 2008 | Category: cultura pop, ecológico, tendências
Já tinha ouvido falar que os yuppies de hoje são green. Mas agora surge um novo termo para designar esses “eco-geeks abastados”(como traduz Paula Rizzo): SCUPPIES. O termo foi cunhado por um empresário do setor financeiro em Nova York e é a sigla para Socially Conscious Upwardly-mobile Person (pessoa socialmente consciente e antenada nas novidades tecnológicas). Saca só o perfil:

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O que é que as hotshops têm?

Maio 28th, 2008 | Category: inovação, publicidade, tendências
diario-de-bordo.png

Pra quem não acompanhou o blog temporário Diário de Bordo da Regina Augusto, que relatava sua sua rota de visitas à agências-boutiques de criação no mundo inteiro, vale ler essa matéria para a Revista de Criação que faz a cobertura da viagem completa (aqui).

Via InVitro

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Youtube dá força para “Jornalismo Participativo”

Maio 21st, 2008 | Category: CGM, branding, engagement, notícia, tendências
citizennews.png

O Youtube lançou ontem (20 de maio) seu canal de jornalismo social ou participativo, o Citizen News. Na instantaneidade que vivemos hoje, algumas notícias não podem esperar muito para serem publicadas e muitos usuários do Youtube são os primeiros a registrar e comunicar certos fatos. Mas a proposta do Citizen News é na verdade destacar e apoiar “repórteres-cidadãos” que já produzem matérias e videocasts jornalísticos com certa periodicidade no site. Eles também pedem que os usuários avisem os administradores do canal sobre algum material de qualidade não encontrado, enviem sugestões de ferramentas e por aí vai.

Como diz Tiago Dória, já que a maioria do conteúdo amador é produzido por aparelhos móveis, melhorar a integração mobile já seria um bom começo para ajudar esse pessoal - e dar mais velocidade para a conversão dos vídeos também.

A Olivia, que é a 1ª gerente de notícias do Youtube e foi contratada apenas para cuidar do canal, pode contar um pouco mais. O Steve vai apresentar ela para vocês! (perdão, mas eles não falam português, pessoal)

O Youtube é mais uma plataforma do que um veículo de mídia, então não se trata tanto de um modelo híbrido, que une conteúdo gerado por usuário com conteúdo gerado por profissionais (um exemplo no Brasil seria o Radar Cultura, que fez uma cobertura colaborativa da virada cultural). Acontece que o site de vídeos já tem muita produção de matérias, e o que faltava era mesmo uma seleção. Por isso não acho que é o caso de algumas iniciativas que romantizam o jornalismo participativo e investem cegamente sem um planejamento realista.

Acho que a visão do Youtube de entrar na comunidade de seus usuários e potencializar a criação desses é um belo exemplo de como as marcas deveriam agir na internet, fomentando inter-relações do seu público e buscando, nessas conversas, a informação e o material que precisa para se reinventar.

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Microsoft é cool!

Maio 16th, 2008 | Category: Inovador, SDS, branding, notícia, publicidade, tendências
100% do Brainstorm#9:

A capa da próxima Fast Company, edição de junho, trará Alex Bogusky, o todo poderoso chairman da Crispin Porter + Bogusky, a maior hotshop de publicidade da atualidade.

Na matéria, a jornalista Danielle Sacks conta da missão hercúlea de 300 milhões de dólares que Bogusky e sua agência tem na mão: tornar a Microsoft “cool”, depois de tanto apanhar da Apple nos últimos anos.

Chamado de o Steve Jobs da propaganda, Bogusky não é nada sutil em suas declarações. Na que estampa a capa, ele diz: “Nós somos mercenários.”

A Microsoft, que antes era atendida globalmente pela McCann Erickson, entregou sua conta para a Crispin Porter + Bogusky em fevereiro deste ano, em mais um exemplo de cliente gigante que deixa uma agência mastodôntica para apostar em um bureau de criação.

O primeiro trabalho da Crispin para a Microsoft deve sair no próximo mês de julho. A nova edição da Fast Company ainda não consta no site da revista, mas deve estar disponível online nas próximas semanas.

Fast Company Alex Bogusky

Put a keep are you!!
Isso q é exemplo de cliente q sabe entrar na onda! esse desalinhamento global com a McCann ja prova a “coolzisse” da MS! to até gostando mais do meu windows vista agora!

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Atitude

Abril 23rd, 2008 | Category: SDS, tendências

Direto do Blue Bus,
Trip fechou a redaçao e mandou o pessoal ir trabalhar em casa

08:45 Por conta da ediçao especial da revista que chega as bancas em maio com o tema ‘trabalho’, a redaçao da Trip foi para casa experimentar trabalhar fora do escritorio e no ambiente domestico. Para tornar a tarefa possivel, a equipe está conectada por Skype e messenger, tem acesso remoto ao banco de dados e ao servidor que hospeda os arquivos para o fechamento. As aprovaçoes de materias e paginas estao sendo feitas por email, em arquivos pdf, sem impressao em papel. Na foto abaixo, veja você a redaçao vazia. 23/04 Blue Bus

Um exemplo de empresa de/o futuro!

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Desilusão Telivisiva

Abril 18th, 2008 | Category: cultura pop, pesquisa, tendências
Direto do ótimo Estalo.org:


“Nesta semana saiu um report muito interessante da Accenture sobre a situação atual e perspectivas da TV aberta em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. Eles dizem ser o maior conduzido nos últimos anos sobre isso e tem muita coisa interessante.

O resumo da ópera é o seguinte: o consumo de conteúdo da TV como conhecemos está cada vez mais migrando para outros tipos de aparelhos (celulares e computadores, basicamente) que permitem que este conteúdo seja visto na hora que a pessoa quiser, onde quiser. E mais, o conteúdo disponível na TV está cada vez menos atraente, especialmente no Brasil, onde existe o maior nível de insatisfação com o que a TV oferece…”

Confira na íntegra aqui. Essa vai pra seção “link do mês”.

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Transmedia Storytelling e Transmedia Planning (parte II)

Bom, aqui vai mais um post longo como prometi. Como é uma continuação, se você não leu a primeira parte, é melhor dar uma conferida.

Bem, onde estávamos? Ah, sim… Você estava me perguntando o que a idéia de Transmedia Storytelling teria a ver com a comunicação e com o marketing de outros setores que não são o de entretenimento. Eu te dei um exemplo da Nokia, e provavelmente não respondi tanto sua pergunta. Pois então, o que é importante observar é o que o entretenimento multiplataforma nos ensina sobre a cultura de convergência, e não apenas como ele pode ser adaptado pra fazer uma ação diferentona.

Antes de ir direto ao assunto, vamos dar uma olhada em um conceito que Aki Spicer menciona em seu ótimo Brainfood sobre as 10 tendências das redes sociais, o Social Graph:

social-graph.jpg

Não se está falando de quantos contatos nós temos no Orkut ou no Facebook, mas de todo o tecido de relações que faz parte do nosso dia-a-dia, devido à semelhança de interesses, motivos profissionais, localização, língua e toda uma gama de fatores - imagine seu “gráfico social” e quem participa dele. Se como um ARG, uma marca oferece uma “moeda social” e uma oportunidade de co-criação para seu público entrar na conversação em torno dela (ou da história que está contando), ela conseguiu realmente pensar 2.0: comunidades da marca serão criadas por seus fãs, e contaminarão qualitativamente o Social Graph de muita gente. Afinal, as pessoas não vivem nem tomam decisão de forma isolada.

implications-for-social-graph.jpg

Storytelling Vs. Branded Content

Depois que a BMW lançou curtas hollywodianos pela internet e começou a gerar debates sobre o que viria a ser “Advertainment”, muita gente adotou o discurso “viva o conteúdo” e o Branded Entertainment passou a ser o novo rosa. Ótimo. Mas simplificaram a questão. Muitas vezes, toma-se por “conteúdo” um formato antigo de entretenimento que já não surpreende. O novíssimo modelo de comunicação não fica tão diferente do que fabricantes de sabão já faziam há décadas nos EUA, patrocinando novelas, as famosas Soap Operas. Esquecem que agora, na era da internet e da tv digital, o consumidor de entretenimento escolhe o que quer ver. Não existe mais “Appointment TV”, e sim, “Engagement TV”: tv on demand. Nesse ponto, vale ouvir Bob Garfield da Advertising Age: “Eventos esportivos ao vivo serão a única coisa que restará para a TV. Produzir algo para ser visto dentro de uma grade de programação, com horário programado, simplesmente não combina mais com o modo que as pessoas consomem conteúdo hoje em dia” – é claro que no Brasil isso ainda é futuro para a grande maioria da população. Para pegar um exemplo forte, a série City Hunters, veiculada pela Fox e criada para a Axe é uma idéia muito boa - eles até disponibilizam os episódios para download. Mas por outro lado, o envolvimento e interação que ela oferece é muito fraco.

Mauricio Mota, em sua matéria para o Meio Digital, diz o seguinte: “o foco do Transmedia storytelling é um só, no que diz respeito às marcas: uma estratégia focada em marca como conteúdo. E não marca COM conteúdo ou marca bancando conteúdo.” É aí que estaremos falando de planejamento transmídia.

dsc_0001.jpg

Transmedia Planning (Planejamento Transmídia)

Segundo o digital ninja da Naked, Faris Yakob, tradicionalmente a indústria da comunicação tem adotado um modelo em que um único pensamento permearia todas as outras mídias, de modo integrado e 360º. Acreditou-se sempre que repetindo essa mesma idéia se reforçaria o impacto na mente do consumidor, o que seria mais efetivo. Mas agora, pensando no planejamento transmídia, haveria uma narrativa não linear da marca. Diferentes canais contendo elementos diferentes criariam um mundo mais extenso para ela. Os consumidores iriam juntar os pontos e construí-la juntos.

E pensando assim, tudo é projetado para que se criem comunidades sobre a marca, assim como o Matrix fez as pessoas se juntarem para compartilhar elementos da narrativa. O trabalho das agências torna a ser o de Experience Designers, como diz Audrey Carr, o estrategista interativo da Organic:

brandconsumer_new.gif

Ao invés de falar de cima pra baixo para todos, de forma massificada, se falaria para cima, com todos, dando para diferentes grupos algo único: para cada nicho, uma referência específica para ser ‘pescada” e sobre a qual essas pessoas sintam vontade de compartilhar. Isso é gerar envolvimento e respeitar a inteligência do público. Voltando ao pensamento de Faris…

O modelo tradicional, que sempre foi assim:

neutral-planning.jpg

Ficaria assim:

transmedia_planning_1.jpg

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Transmedia Storytelling e Transmedia Planning (parte I)

Abril 07th, 2008 | Category: ARG, CGM, SDS, arte, internet, pesquisa, redes sociais, storytelling, tendências
Há algum tempo atrás, fiz pesquisas sobre “transmedia storytelling” e sua versão para marcas, “transmedia planning”. Atualmente, tenho encontrado ações que me justificam falar desses termos. Então vocês vão me desculpar, mas preciso fazer dois post longos. Acho que vocês vão gostar de ler.

Transmedia Storytelling e a Cultura da Convergência

Henry Jenkins, autor de “Convergence Culture”, sugere compreender a era da convergência de mídia como um processo sócio-cultural, ao invés de enxergá-la pela perspectiva única e limitada da visão tecnológica. O acadêmico nota que além da proliferação de novas formas de mídia, e o interesse de diminuir custos por parte dos produtores de conteúdo que pulverizam seus canais buscando extender o interesse por seus produtos e atingir diferentes audiências, a dispersão da informação representa uma importante fonte de complexidade na cultura popular contemporânea: cada plataforma pede uma nova forma de comunicar. E é a partir desse contexto que surge o conceito de “transmedia storytelling”, uma nova forma de construir narrativas - afinal, além de co-coordernar um grupo de pesquisas de mídia no MIT, Jenkins é professor de literatura… Ainda em suas palavras: “Uma história transmídia se desdobra através de múltiplas plataformas de mídia, cada qual com um novo texto, fazendo uma contribuição distinta e valiosa para o todo”.

convergence.jpg

Um exemplo que ele gosta de citar é o da franchising Matrix, que é formada por três filmes, a série AniMatrix, duas coleções de quadrinhos e vários vídeo games - sem uma fonte sequer que consiga unificar tudo para que algum não iniciado no seu universo possa comprendê-lo. Um exemplo mais simples e atual de entretenimento cross-media é a ação “We tell stories” da editora Penguim Books, citado no último post do AdVertigo como você pode ver abaixo. Outro caso muito citado por quem aborda o assunto ultimamente é o ótimo case da série “Heroes”. Para ser didático, essencialmente, todo ARG é uma história transmídia. Vale a pena das olhada nos cases “The Lost Ring”, Year Zero e Batman Begins. (me perdoem pela quebra de leitura, pessoal, vocês podem conferir esses links mais tarde)

Hipersocialidade

Como uma perspectiva singular de cada membro e peças individuais da história para compartilhar, uma “moeda social” (social currency) é criada e facilmente se torna responsável por brotar comunidades em torno da história, em busca de trocar essas informações. É o caso das comunidades de ARG’s que precisam uns dos outros pra resolver desafios, puzzles e descobrir elementos da história, que criam wikis (ex.: Lostpedia para o ARG “Lost Experience”) para inteirar novos entrantes sobre os termos mais usados no jogo; e ainda quando os membros da platéia encarnam o papel de co-criadores da história… É nessa hora que emerge a “inteligência coletiva”, termo cunhado por Pierre Levy, que se refere às novas estruturas sociais que possibilitam uma produção e circulação de conhecimento em uma sociedade interconectada.

Então tá, isso tudo parece uma tendência muito interessante, pode até gerar ações legais, mas não seria algo restrito à indústria do entretenimento? O que isso teria ver com a comunicação e com o marketing de outros setores?

Bem, vamos por partes. Pra começar, eis um belo exemplo: a Nokia fez uma campanha global a partir do conceito criado pela Lowe que coloca o produto como uma nova forma de contar histórias, chamada “The Urbanista Diaries”. Para promover o lançamento do N82, com câmera de 5 megapixels e GPS integrado, a marca, através da RG/A, convidou quatro blogueiros para capturar e mapear imagens e vídeos pelo mundo, contando sua jornada por diferentes cidades.

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Alem de poder acompanhar cada um em tempo real, via GPS, as informações passadas poderiam ser vistas pela aplicação Nokia Sports Tracker, já previamente instalada no N82. Para cada blogueiro, havia widgets que podiam ser embedados em blogs e redes sociais.

nokiaurbanista3.jpg

Para planejadores estratégicos e pesquisadores da web 2.0 em geral, existe um visão comum sobre o futuro do branding: as marcas precisam começar a contar histórias para entrar na história diária de seus consumidores. Confira novamente o Brainfood da Fallon, postado aqui no Advertigo, depois desse post tudo vai fazer mais sentido. (isso não vale pra você que já são experts, ok? rss)

É isso, pessoal, até o próximo post longo.

Abraços, Fábio M.

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Brainfood: 10 tendências das redes sociais

Abril 02nd, 2008 | Category: CGM, internet, redes sociais, tendências
Brainfood é o resultado de tópicos sobre tendências, modelos de negócios e oportunidades para marcas reunidos mensalmente por planejadores estratégicos da Fallon. Essa é a vez de Aki Spicer falar das influências culturais das redes sociais nos negócios, no marketing e na comunicação; algumas coisas que já falamos aqui (como Social Shopping), e outras que vamos falar nos próximos posts. Reserve um tempo pra ler com calma.

Em tempo, pra ver full screen, tem que ir no slideshare.

Via PSFK
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