Archive for the 'engagement' Category
Eleitores e Mídia 2.0
| Em evento co-produzido pela Ad Age e a Digital Hollywood, chamado “Advertising 2.0”, um dos palestrantes (o presidente da Tequila North América, Kristi Vandenbosch) mostrou um vídeo que reúne as mais influentes ações digitais e vídeos virais da campanha presidencial, que foram criadas pelo próprio público.
A produção acima é resultado de uma enquete informal que o sr. Vandenbosch fez para pessoas com menos de 35 anos, perguntando quais eram as suas principais fontes de informação na hora de decidir o voto. Segundo ele, além de enviar essas peças que aparecem no vídeo como resposta, a grande maioria dizia que confiava mais em comentários (até mesmo satíricos) de pessoas com que tinham contato, do que notícias da mídia tradicional – e menos ainda, de discurso dos próprios candidatos. Isso demonstra o impacto que as redes sociais e o conteúdo gerado por usuários (no caso, eleitores) tiveram no âmbito político-eleitoral americano. Falando nisso, há alguns meses atrás postamos a apresentação “What’s Next in Marketing + Advertising” falando das mudanças que as mídias sociais traziam para o mercado e a comunicação. Agora, Neil Perkin faz a sua versão de “What’s Next”, contando o impacto que elas fazem na mídia como um todo - principalmente no jornalismo. Segundo o autor da apresentação, que é diretor de Marketing e Estratégia da IPC Media, essa história toda tem muito a ver com marketing e propaganda. E aí, já dá pra acreditar nele? |
Youtube dá força para “Jornalismo Participativo”
O Youtube lançou ontem (20 de maio) seu canal de jornalismo social ou participativo, o Citizen News. Na instantaneidade que vivemos hoje, algumas notícias não podem esperar muito para serem publicadas e muitos usuários do Youtube são os primeiros a registrar e comunicar certos fatos. Mas a proposta do Citizen News é na verdade destacar e apoiar “repórteres-cidadãos” que já produzem matérias e videocasts jornalísticos com certa periodicidade no site. Eles também pedem que os usuários avisem os administradores do canal sobre algum material de qualidade não encontrado, enviem sugestões de ferramentas e por aí vai. Como diz Tiago Dória, já que a maioria do conteúdo amador é produzido por aparelhos móveis, melhorar a integração mobile já seria um bom começo para ajudar esse pessoal - e dar mais velocidade para a conversão dos vídeos também. A Olivia, que é a 1ª gerente de notícias do Youtube e foi contratada apenas para cuidar do canal, pode contar um pouco mais. O Steve vai apresentar ela para vocês! (perdão, mas eles não falam português, pessoal) O Youtube é mais uma plataforma do que um veículo de mídia, então não se trata tanto de um modelo híbrido, que une conteúdo gerado por usuário com conteúdo gerado por profissionais (um exemplo no Brasil seria o Radar Cultura, que fez uma cobertura colaborativa da virada cultural). Acontece que o site de vídeos já tem muita produção de matérias, e o que faltava era mesmo uma seleção. Por isso não acho que é o caso de algumas iniciativas que romantizam o jornalismo participativo e investem cegamente sem um planejamento realista. Acho que a visão do Youtube de entrar na comunidade de seus usuários e potencializar a criação desses é um belo exemplo de como as marcas deveriam agir na internet, fomentando inter-relações do seu público e buscando, nessas conversas, a informação e o material que precisa para se reinventar. |
Fórum Skol Beats
| O Skol Beats anunciou que nesse ano, o festival desse vai ser no segundo semestre, indo lá para 27 de setembro. E dessa vez, o lineup será decidido com base na opinião do público.
Qualquer interessado poderá se cadastrar em um fórum criado especialmente para discutir tópicos como artistas, estilos musicais, horário e tipo de local (se ele deve ser ao livre, fechado, dentro ou fora da cidade etc). Porém, apesar da abertura e do slogan “tá na sua mão”, a decisão final ficará com a B/Ferraz, responsável pela direção artística do evento. A idéia da democratização monitorada de conteúdo é bem interessante. O nome Skol Beats perdeu um pouco de força depois do ano passado, quando o evento foi alvo de muita reclamação. Será que essa iniciativa levanta o moral? Esperamos que sim. Mas ainda não descobri por onde estão divulgando o Fórum… Tenho receio de que se ele ficar muito massificado possa perder qualidade (no caso da música eletrônica, deve-se pensar mais na opinião dos influenciadores do que em ser popular). Mas aí entra o papel dos mediadores: André Barckinski, Lucio Ribeiro, Jackson Araújo, Clau Assef, Renata Simões e Camilo Rocha. Bem, como alguém que aprecia colaboração torço pelo sucesso da idéia. Vamos ver no que vai dar. |
My Starbucks Idea
Hoje, algumas marcas formam a sua identidade e seu modo de ser a partir do resultado de uma conversa com seus consumidores, como se pertencessem realmente a eles. A participação passa a ser um pouco mais do que uma simples interação com uma imagem já pronta, ela é o processo de criação dessa imagem. É o caso da Starbucks, a gigante do café que no final de março lançou uma rede social de compartilhamento e avaliação de idéias para dar novas formas a seu futuro. “Você sabe, melhor do que ninguém, o que quer da Starbucks. Então conte para a gente. Qual é a sua idéia Starbucks?”![]() Via e*idéias |
Eles sim contam histórias
| A Penguin Books é uma editora inglesa que no ano passado criou o primeiro wiki-livro da história, que podia ser escrito e alterado na internet através de sistema similar ao da Wikipédia. Agora, em parceria com a SixtoStart, agência de ARG que criou o famoso Perplex City, ela lança a campanha “We Tell Stories”. A idéia é contar histórias através de uma variedade de plataformas de mídia e criar uma experiência de imersão no conceito da marca. Chamaram seis de seus autores consagrados para reescrever clássicos de literatura com o formato que os tempos de hoje merecem.
A primeira história, inspirada no livro “39 Steps”, chama “The 21 Steps”. É uma aventura projetada para uso de API’s do Google Maps. A segunda história “Slice” (baseada no livro “The Haunted Doll’s House”) acontece em múltiplos blogs e segue os personagens no Twitter. Se você quiser imergir na história com mais profundidade, você pode ainda enviar e-mails para eles. A Terceira história, “Fairy Tales” não é um conto de fadas antigo; é na verdade seu próprio conto de fadas. Você pega os nomes dos personagens, escolhe seus caminhos, e uma vez completo você pode até escrever seu próprio epílogo. As próximas três histórias ficarão disponíveis nas próximas semanas. A sétima história (que ainda é meio secreta), encerrará a campanha e será sobre uma garota que tem o hábito de se perder. As pistas não estarão somente online, mas também no mundo real. E dessa vez, os jogadores vão concorrer a prêmios, incluindo mais de £13,000 em livros. |
A Fábrica da Felicidade no mundo real
Pra quem não sabe, a Coca Cola veiculou recentemente um filme de três minutos e meio em break especial da Tela Quente e em 13 canais de TV fechada. A história se passa no interior de uma vending machine, onde fica uma fantástica Fábrica da Felicidade. É uma animação incrível, vale a pena assistir. Pois então… Agora, essa atmosfera lúdica vem para a realidade, em espaço especial montado no Morumbi Shopping e idealizado pela PlusMedia. A produtora PG, responsável pela cenografia do projeto, teve que se virar para traduzir aquele mundo animado do comercial para uma instalação física, e assim instalou uma garrafa abastecida de Coca-Cola com três metros de altura. Como atração diferenciada no local, o público pode participar de um jogo sensorial comandando as personagens com movimentos do corpo (algo como o Wii), em um telão criado pela Gringo.nu em parceria com a portuguesa Ydreams. Além disso, pode tirar fotos com o Beijoqueiro, personagem do filme, e receber o arquivo por celular ou e-mail (ação da agência Okto). Pelo jeito, conseguiram trazer a criançada para se envolver e interagir fisicamente com a campanha… |
What’s next?
| Da série “pérolas do Slideshare”, ótima apresentação reunindo o que grandes nomes do marketing e da publicidade andam dizendo sobre um futuro que já está acontecendo. Vale bem a pena conferir:
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“The Lost Ring”, o ARG global
| Acaba de ser lançado um ARG global para as Olimpíadas de Pequim em parceria com o McDonald’s, “The Lost Ring”. Veja o Trailer:
Quem está por trás da criação do jogo é a game designer Jane McGonigal, responsável por alguns dos mais famosos ARGs já feitos: “I Love Bees” e “World Without Oil”. Leia a entrevista dela aqui. A história pano de fundo é um esporte olímpico (fictício) que desapareceu há 2000 anos cujos atletas reapareceram no presente, acordando em labirintos sem lembrar de nada, apenas com uma tatuagem misteriosa como pista. Esses labirintos estão em diversos pontos do mundo, e cada personagem bloga em sua língua: espanhol, francês, alemão, chinês, japonês, português…Por isso, os jogadores terão que fazer um trabalho de tradução, se comunicando pela internet com diferentes nacionalidades para resolver os puzzles do jogo - o que caracteriza a ação como global. Como é comum a jogos desse tipo, The Lost Ring utiliza o mundo real como plataforma, tendo várias vias de acesso como blogs, sites, podcasts, vídeos no You Tube, e-mails dos personagens, etc. Mitologia grega, história, um monte de quebra-cabeças e investigação prometem uma experiência única. “Fica entendido que o Jogo tem a finalidade apenas de entretenimento e nenhum prêmio ou recompensa será concedido.” – diz a versão em português do convite para o jogo. A própria Jane Mcgonigal recomenda seguir os seguintes passos para fazer uma imersão rápida e fácil em Lost Ring: 1) Primeiro, ver o Trailer (está lá em cima e também no site: http://www.thelostring.com) 2) Depois, aprenda sobre as lendas dos jogos antigos, incluindo O Esporte Olímpico Perdido, vendo esses videocasts: http://www.thelostgames.com/ 3) Então, conheça o elenco global dos personagens no site http://www.findthelostring.com/ 4) Finalmente, visite o wiki dos jogadores para pegar o andar da carruagem, a história e os desafios: http://olympics.wikibruce.com/Home Geralmente, os ARGs tentam se passar por realidade, não revelando quem está (ou se alguém está) por trás de tudo. É o elemento TINAG - This Is Not A Game, ou em português, “Isto não é um jogo”. Dessa vez, resolveram “abrir o jogo” desde o começo. Mas como diz Adrian Hon, criador do game Perplex City: “Não é que um ARG tenha sempre que fingir que a história é real – mas precisa passar a sensação de que é real”. |
A nova onda: experiências no momento de compra
| Apesar de estar em um universo que facilita inovações criativas, a loja de esportes radicais Adrenalina, da Flórida, superou qualquer limite. Colocou um simulador de ondas dentro da loja, para quaisquer experientes ou amadores dispostos a pagar US$20 por cada meia hora de Surf, Wakeboard ou Bodyboard. A Adrenalina vende uma ampla diversidade de equipamentos de surfe, e deixa os consumidores experimentarem esses produtos antes de comprar, na praia indoor improvisada.
Ao mesmo tempo que oferece essa experiência para os que caem na água, cria-se um ambiente em que o lifestyle do esporte é amplificado, envolvendo todos os que estão lá, no momento de compra. Veja o vídeo do simulador em ação. |
Whopper Freakout
| Em comemoração aos 50 anos do sanduíche mais famoso do Burger King, a Crispin Porter + Bogusky criou uma ação no estilo Pegadinhas do Malandro.
A ação foi filmada em uma determinada loja da rede, e se dividiu em duas etapas. No primeiro dia, quem fosse comprar o celebrado Whopper, seria informado que o sanduíche teria sido retirado do cardápio. Inconformados, alguns tentaram convencer o gerente a tentar reverter a decisão. Já no segundo dia, quem fizesse o mesmo pedido, receberia um lanche da concorrência (McDonald´s ou Wendy´s). Alguns chegaram a recusar, declarando odiar o lanche dessas marcas. Veja o vídeo abaixo - ou aqui (está em inglês, mas dá pra sentir a reação das pessoas), O diretor do filme, Henry Alex Rubin declarou: “não estamos fazendo isso para ser maldosos, apenas para provar algo”. Pois é, e o pessoal do Burger King deve estar rindo sozinho - ou melhor, os fãs da marca estão rindo também. |













