Archive for the 'cultura pop' Category
Twittando com o criador
Uma das pessoas que eu sigo no Twitter é o Ev. Ele é “co-founder” e CPO do Twitter. Agora pouco ele passou um link com as fotos do novo escritório deles. Sensacional. O que mais me agrada são as mesinhas estilo “boteco” e os animais de plástico, no entanto, o que me surpreendeu foi a ausência de pessoas. Se você é um daqueles que (como eu) imaginava que o Twitter fosse uma mega-corporação, está redondamente enganado.
Veja com seus próprios olhos:
Ah! Quem ficou curioso e também quer twittar com o Ev, aqui vai o link:
http://twitter.com/ev
Guto Araki
No commentsVídeo Clipe criado por usuário
| Seguindo a onda de crowdsourcing, como aquele diretor que permitiu ao público participar de seu filme, a abertura de participação para iniciativas criativas vai conquistando cada vez mais artistas e profissionais do entretenimento em geral como modo de se comunicar e chamar os fãs para participarem de sua história.
Agora, para promover o álbum “Brotherhood”, a dupla britânica Chemical Brothers abriu um concurso na internet para que seus fãs criem um curtíssima metragem (de 20 segundos) a partir do novo single ‘Midnight Madness’ e que pode servir de base para a criação do vídeoclipe oficial da música. O legal é que, para participar, os interessados vão ter que colocar essas criações no Google Earth através de um link no site oficial do grupo. O vídeo clipe será apresentado exclusivamente no canal do The Chemical Brothers no YouTube e em um canal do Google Earth, na semana do dia 18 de agosto, quando o single será lançado. Essas iniciativas de co-criação e multiplataforma sempre me lembram um certo papo que já tivemos por aqui. |
Etnografia Digital: uma imersão antropológica no mundo do Youtube
| Michael Wesch é um antropólogo cultural e um media ecologist explorando os impactos das novas mídias nas relações humanas. O interessante é que para as suas pesquisas ele faz o que chama de “observação participativa”, ou seja, ao invés de analisar os usos da tecnologia digital apenas de fora, como quem se fecha na própria teoria, também mergulha no universo virtual em que está mapeando - e junto com uma equipe de universitários, explora as relações com as pessoas como o que se faz entre elas mesmas: criando e comentando blogs e vídeos, compartilhando links no Delicious, votando no Digg e sendo influenciado por rankings no Technorati. E assim, no lançamento desse mesmo grupo, Wesch criou um vídeo despretensioso, que, em um pouco mais de um ano, teve mais de 3 milhões de views. No vídeo abaixo você pode ver uma palestra que ele deu de uma pesquisa antropológica do próprio Youtube, (vale a pena reservar um tempo, porque é bastante longo). Muitos cases de viralização aí são antigos (sem falar os de marketing), mas depois dessa imersão no fenômeno youtube fica tão fácil entender que não faz sentido analisar um consumidor isoladamente, já que ele produz sua identidade em uma mega-rede social hiperconectada, com pessoas que nem conhece. Nas ferramentas de relação da internet, contamina e espalha memes, dissemina idéias e reproduz coreografias, ao mesmo tempo que espalha o germe que dá origem às criações mais autênticas. |
Quando o marketing vira cultura local…
| “Se eu te dissesse que, em 1975, o briefing ‘o Cliente quer fazer alguma coisa no local em que está sendo construído um shopping center’ ia se transformar na discoteca que marcou a década, você acreditaria? Pois é verdade. Nelson Motta recebeu esse briefing e resolveu fazer ali a Frenetic Dancin’ Days. Por apenas 3 meses funcionou a discoteca que mais bombou no Rio de Janeiro, no espaço em obras de um shopping center na Gávea. Ali, ele colocou 6 atrizes-cantoras desempregadas a fim de fazer um bico para servir de garçonetes e, uma vez por noite, fazer um show.
Elas usaram meínhas de Lurex com sandália de salto, cantaram Dancin’ Days, abriram as asas, soltaram as feras, viraram as Frenéticas e marcaram o final da década de 70. A boate inspirou a novela Dancin’ Days e a sandália com lurex virou febre fashion e ícone da época disco.” E se eu te dissesse que, neste ano, uma agência de Porto Alegre criou um bar pra vender apartamentos, você acreditaria?” O blog Planejamento Criativo fez um ótimo post sobre o case I LOVE TRIBECA da agência Mazah, de Porto Alegre. Vale bem a pena dar uma passada lá, que tá trilegal. |
Cuprocking
| Do Graffiti, aparecem cada vez mais novas modalidades de arte urbana que continuam a estética dos tags e bombs, mas que ao invés do spray passam a utilizar materiais diversos, usando e abusando da criatividade. Eis a mais nova invenção derivada do movimento, o Cuprocking, que usa um elemento muito simples: o copo de plástico. |
Seu comercial nos cinemas
Scuppies
| Já tinha ouvido falar que os yuppies de hoje são green. Mas agora surge um novo termo para designar esses “eco-geeks abastados”(como traduz Paula Rizzo): SCUPPIES. O termo foi cunhado por um empresário do setor financeiro em Nova York e é a sigla para Socially Conscious Upwardly-mobile Person (pessoa socialmente consciente e antenada nas novidades tecnológicas). Saca só o perfil: |
NIKE 706, uma verdadeira exposição de marca
A Nike adaptou um galpão, o Espaço 706, para montar uma exposição multimídia que apresenta 100 inovações da marca em Pequim, sede das próximas olimpíadas. O espaço fica localizado no reduto Factory 798, uma área no bairro de Dashanzi que abriga uma comunidade de artistas (também conhecida como 798 Art District), e que é comparada com o SoHo. Ao entrar no local, os visitantes recebem um Ipod Touch com 100 tracks destacando curtas explicações para cada inovação. O espaço é construído para parecer como pedaços das icônicas caixas laranjas dos tênis Nike. As inovações são parte do lançamento global da linha Nike Sportswear, mas também são expostos vários artigos históricos da marca, como os tênis dourados de Michael Johnson originais, um protótipo do Mercurial Vapor do Ronaldo, entre outros. Oportunista, a Nike aproveita o clima das olimpíadas para lembrar que não é só responsável por lançar os calçados esportivos da moda, mas também (e principalmente) uma marca que se preocupa em oferecer design funcional, que de fato melhora as performances dos atletas. Passeio Virtual: o repórter Marcelo Ferrari do site Érika Palomino (de onde tiramos algumas fotos) viajou a Pequim a convite da Nike, e filmou a exposição. Confira aqui. Via Cool Hunting |
UT Loop, widget-viral da Uniqlo
| A Uniqlo é uma marca varejista japonesa que não se permite fazer nada muito convencional. Ela sempre faz uso de ferramentas web para se relacionar com blogueiros no Japão e no mundo, como esse widget (leia mais sobre widgets nesse post).Dessa vez, ela não deixou por menos para lançar seu “UT Project” - a nova gama de t-shirts criadas pela nata do urban design contemporâneo (tem até algumas estampas com trabalhos do Keith Haring e Basquiat). A pessoa que entrar no hotsite UT Loop, faz um mix de pessoas bem estilosas e cria um widget, que pode ser postado em seu blog. Vote no que nossa designer Keila (a.k.a Sheila Kelly) fez:
Legal, né? Pois é. E nas lojas de Harajuku em Tóquio, a coleção UT está na maior vending machine do mundo. Olha só: Chato, né? |
Fórum Skol Beats
| O Skol Beats anunciou que nesse ano, o festival desse vai ser no segundo semestre, indo lá para 27 de setembro. E dessa vez, o lineup será decidido com base na opinião do público.
Qualquer interessado poderá se cadastrar em um fórum criado especialmente para discutir tópicos como artistas, estilos musicais, horário e tipo de local (se ele deve ser ao livre, fechado, dentro ou fora da cidade etc). Porém, apesar da abertura e do slogan “tá na sua mão”, a decisão final ficará com a B/Ferraz, responsável pela direção artística do evento. A idéia da democratização monitorada de conteúdo é bem interessante. O nome Skol Beats perdeu um pouco de força depois do ano passado, quando o evento foi alvo de muita reclamação. Será que essa iniciativa levanta o moral? Esperamos que sim. Mas ainda não descobri por onde estão divulgando o Fórum… Tenho receio de que se ele ficar muito massificado possa perder qualidade (no caso da música eletrônica, deve-se pensar mais na opinião dos influenciadores do que em ser popular). Mas aí entra o papel dos mediadores: André Barckinski, Lucio Ribeiro, Jackson Araújo, Clau Assef, Renata Simões e Camilo Rocha. Bem, como alguém que aprecia colaboração torço pelo sucesso da idéia. Vamos ver no que vai dar. |















