Archive for the 'arte' Category
GreenPix, a parede de luz auto-sustentável
| Um imenso painel de LEDs foi construído no Complexo de Entretenimento Xicui, próximo ao Centro Olímpico em Pequim, para recepcionar os visitantes da cidade nos jogos olímpicos.
A parede curtinada forma uma tela gigante para imagens dinâmicas. Batizado de “GreenPix – Zero Energy Media Wall”, o projeto une tecnologia de mídia digital e sustentabilidade: toda a energia necessária é obtida através de painéis solares durante o dia. As células solares fotovoltaicas e policristalinas são laminadas dentro do vidro. O prédio foi inagurado no começo de Maio, com uma exibição de instalações de vídeo e performances ao vivo de artistas da China, Europa e EUA. Veja mais imagens aqui. |
Ilustre!
“A ILUSTRE! é uma publicação em PDF do Curso de Bacharelado em Design Gráfico da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás - UFG, Coordenado pelo LIME – Laboratório de Imagens e Mídias Eletrônicas. Com a colaboração de alunos e professores, a revista ILUSTRE! pretende ser uma compilação de posters e/ou imagens produzidas por ilustradores, artistas e designers.” No site ainda dá pra baixar as versões anteriores. Vai lá! Via Sifuxipa |
Transmedia Storytelling e Transmedia Planning (parte I)
| Há algum tempo atrás, fiz pesquisas sobre “transmedia storytelling” e sua versão para marcas, “transmedia planning”. Atualmente, tenho encontrado ações que me justificam falar desses termos. Então vocês vão me desculpar, mas preciso fazer dois post longos. Acho que vocês vão gostar de ler.
Transmedia Storytelling e a Cultura da Convergência Henry Jenkins, autor de “Convergence Culture”, sugere compreender a era da convergência de mídia como um processo sócio-cultural, ao invés de enxergá-la pela perspectiva única e limitada da visão tecnológica. O acadêmico nota que além da proliferação de novas formas de mídia, e o interesse de diminuir custos por parte dos produtores de conteúdo que pulverizam seus canais buscando extender o interesse por seus produtos e atingir diferentes audiências, a dispersão da informação representa uma importante fonte de complexidade na cultura popular contemporânea: cada plataforma pede uma nova forma de comunicar. E é a partir desse contexto que surge o conceito de “transmedia storytelling”, uma nova forma de construir narrativas - afinal, além de co-coordernar um grupo de pesquisas de mídia no MIT, Jenkins é professor de literatura… Ainda em suas palavras: “Uma história transmídia se desdobra através de múltiplas plataformas de mídia, cada qual com um novo texto, fazendo uma contribuição distinta e valiosa para o todo”. Um exemplo que ele gosta de citar é o da franchising Matrix, que é formada por três filmes, a série AniMatrix, duas coleções de quadrinhos e vários vídeo games - sem uma fonte sequer que consiga unificar tudo para que algum não iniciado no seu universo possa comprendê-lo. Um exemplo mais simples e atual de entretenimento cross-media é a ação “We tell stories” da editora Penguim Books, citado no último post do AdVertigo como você pode ver abaixo. Outro caso muito citado por quem aborda o assunto ultimamente é o ótimo case da série “Heroes”. Para ser didático, essencialmente, todo ARG é uma história transmídia. Vale a pena das olhada nos cases “The Lost Ring”, Year Zero e Batman Begins. (me perdoem pela quebra de leitura, pessoal, vocês podem conferir esses links mais tarde) Hipersocialidade Como uma perspectiva singular de cada membro e peças individuais da história para compartilhar, uma “moeda social” (social currency) é criada e facilmente se torna responsável por brotar comunidades em torno da história, em busca de trocar essas informações. É o caso das comunidades de ARG’s que precisam uns dos outros pra resolver desafios, puzzles e descobrir elementos da história, que criam wikis (ex.: Lostpedia para o ARG “Lost Experience”) para inteirar novos entrantes sobre os termos mais usados no jogo; e ainda quando os membros da platéia encarnam o papel de co-criadores da história… É nessa hora que emerge a “inteligência coletiva”, termo cunhado por Pierre Levy, que se refere às novas estruturas sociais que possibilitam uma produção e circulação de conhecimento em uma sociedade interconectada. Então tá, isso tudo parece uma tendência muito interessante, pode até gerar ações legais, mas não seria algo restrito à indústria do entretenimento? O que isso teria ver com a comunicação e com o marketing de outros setores? Bem, vamos por partes. Pra começar, eis um belo exemplo: a Nokia fez uma campanha global a partir do conceito criado pela Lowe que coloca o produto como uma nova forma de contar histórias, chamada “The Urbanista Diaries”. Para promover o lançamento do N82, com câmera de 5 megapixels e GPS integrado, a marca, através da RG/A, convidou quatro blogueiros para capturar e mapear imagens e vídeos pelo mundo, contando sua jornada por diferentes cidades. Alem de poder acompanhar cada um em tempo real, via GPS, as informações passadas poderiam ser vistas pela aplicação Nokia Sports Tracker, já previamente instalada no N82. Para cada blogueiro, havia widgets que podiam ser embedados em blogs e redes sociais. Para planejadores estratégicos e pesquisadores da web 2.0 em geral, existe um visão comum sobre o futuro do branding: as marcas precisam começar a contar histórias para entrar na história diária de seus consumidores. Confira novamente o Brainfood da Fallon, postado aqui no Advertigo, depois desse post tudo vai fazer mais sentido. (isso não vale pra você que já são experts, ok? rss) É isso, pessoal, até o próximo post longo. Abraços, Fábio M. |
Eles sim contam histórias
| A Penguin Books é uma editora inglesa que no ano passado criou o primeiro wiki-livro da história, que podia ser escrito e alterado na internet através de sistema similar ao da Wikipédia. Agora, em parceria com a SixtoStart, agência de ARG que criou o famoso Perplex City, ela lança a campanha “We Tell Stories”. A idéia é contar histórias através de uma variedade de plataformas de mídia e criar uma experiência de imersão no conceito da marca. Chamaram seis de seus autores consagrados para reescrever clássicos de literatura com o formato que os tempos de hoje merecem.
A primeira história, inspirada no livro “39 Steps”, chama “The 21 Steps”. É uma aventura projetada para uso de API’s do Google Maps. A segunda história “Slice” (baseada no livro “The Haunted Doll’s House”) acontece em múltiplos blogs e segue os personagens no Twitter. Se você quiser imergir na história com mais profundidade, você pode ainda enviar e-mails para eles. A Terceira história, “Fairy Tales” não é um conto de fadas antigo; é na verdade seu próprio conto de fadas. Você pega os nomes dos personagens, escolhe seus caminhos, e uma vez completo você pode até escrever seu próprio epílogo. As próximas três histórias ficarão disponíveis nas próximas semanas. A sétima história (que ainda é meio secreta), encerrará a campanha e será sobre uma garota que tem o hábito de se perder. As pistas não estarão somente online, mas também no mundo real. E dessa vez, os jogadores vão concorrer a prêmios, incluindo mais de £13,000 em livros. |
Visual Kidnapping
| Depois que Decapitator fez seu crime serial nas ruas londrinas, cortando a cabeça de modelos publicitários, é a vez do artista francês Zevs chamar atenção com intervenções à la AdBusters. Além de recortar a foto da modelo inteira fora de um painel gigantesco da Lavazza na Alexanderplatz, em Berlim, deixou o pedido de resgate: “Visual Kidnapping, Pay Now!”
Algumas fontes dizem que o resgate era doar 500.000 Euros para o “Palais de Tokyo”, museu de arte contemporânea em Paris. Uma captação de recursos peculiar, vocês não acham? Via Invisible Red |
Pop Art e a geração youtube
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O que isso quer dizer? Por que eu ia querer assistir Andy Warhol comendo? E por que diabos ele abre o sanduíche, pra colocar o ketchup na embalagem? São muitas as perguntas que ficam depois desses longos 4 minutos. Mas para a primeira, não gaste tanto sua massa cinzenta; o próprio Andy dá a dica: “My name is Andy Warhol, and I just finished eating a hamburguer”. Só isso. Pois era a intenção do dinamarquês Jørgen Leth, diretor de “66 Cenas da América” (essa aí em cima é uma delas): mostrar fatos corriqueiros sem narrativa para desafiar os clichês dos EUA, um olhar antropológico da coisa. Mas se fosse um filme do Warhol, as intenções poderiam ser outras. Ele sempre tematizou a adoração por mitos e ícones produzidos pela mídia, mostrando a impessoalidade deles: Marilyn Monroe, Elvis Presley, Coca-Cola, sopas Campbell….E ele mesmo se produziu como mito. Talvez com esse filme estaria rindo disso, porque além de se apropriar do modo serial como a publicidade produz, com a técnica de serigrafia… …Ele bolou vários outros modos de chamar atenção. Tinha sósias que se faziam passar por ele durante conferências e acontecimentos sociais, respondia entrevistas de forma monossilábica e algumas vezes até deixava outros responderem por ele. Se tornou uma personalidade curiosa, e atraiu atenção não somente por sua arte (ok, talvez fazendo parte dela…). Enfim, foi um belo publicitário – o que para artistas da Pop Art não é necessariamente um insulto. Se estivesse em nossa época, o filme poderia tanto ser uma perfomance vídeo-art, como uma tentativa viral de sucesso (oras, tem 227 mil views!). Poderia até vender a idéia para o Burger King ou para o ketchup Heinz. Falando nisso, parece que ele errou na sua profecia (e slogan) “Um dia, todos terão direito ao seus 15 minutos de fama”, por 5 minutos. Ah, você já esperava que eu ia falar disso? Então não vou, mas aqui vai uma ação que lembra toda essa história: |
Luz, expositor aberto e ação!
| “Light graffiti” é uma tendência relativamente nova de arte de rua que combina o uso de várias fontes de luz (lanternas, LEDs, etc.) e tempo prolongado de abertura do expositor na câmera para criar imagens.
Sendo o Graffiti já parte da cultura pop, não é ótimo para uma marca se aliar a uma derivação esperta como essa? Não se sabe ao certo, mas segundo dizem (1, 2), foi o que a marca de lanternas MagLite resolveu fazer, com singelo objetivo de encontrar seu nome junto com a divulgação (1) do movimento. Pessoalmente, acho que apoiar artistas de uma nova tendência é mais interessante do que se apropriar dela para fazer anúncios, descaracterizando radicalmente a proposta, como fez a operadora de celular Sprint com a campanha SprintAhead.Curiosidades: 1. Um dos grupos mais conhecidos dessa técnica é o alemão LichtFaktor, formado pelos VJ sehvermoegen, graffiti artist Jiar, e VJ 10X, autores das imagens acima. Vale a pena ver o slide show deles. 2. Apesar de bastantes criativos, os artistas do light graffiti não são tão inovadores assim. Picasso já pixava o espaço com luz antes de alguns deles nascerem. lol |
Takashi Murakami e Louis Vuitton
Takashi Murakami ganha uma megaretrospectiva no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles. Famoso internacionalmente após colorir em 33 tons o monograma LV da Louis Vuitton desde 2003, Murakami tem sua obra exposta desde 29 de outubro até 11 de fevereiro de 2008 na mostra que leva seu nome.
Aproveitando a exposição a LV vai abrir uma loja dentro do museu especialmente para vender bolsas e outros acessórios customizados pelo artista.
Diferentemente com o que aconteceu em 2001 com a linha de bolsas grafitadas e em 2002 com a linha patchwork, Murakami teve a proeza de fazer uma linha especial – a Multicolore - torna-se permanente dentro da Maison.
Ref: the Glam.
Esse é um dos videos que surgiu dessa parceria.
Vendo esse video, fica a satisfação de jogar fora os guidelines, manuais e tudo mais que tornam uma marca sem graça e bloqueada para inovações.
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