Fev 20
Pop Art e a geração youtube
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O que isso quer dizer? Por que eu ia querer assistir Andy Warhol comendo? E por que diabos ele abre o sanduíche, pra colocar o ketchup na embalagem? São muitas as perguntas que ficam depois desses longos 4 minutos. Mas para a primeira, não gaste tanto sua massa cinzenta; o próprio Andy dá a dica: “My name is Andy Warhol, and I just finished eating a hamburguer”. Só isso. Pois era a intenção do dinamarquês Jørgen Leth, diretor de “66 Cenas da América” (essa aí em cima é uma delas): mostrar fatos corriqueiros sem narrativa para desafiar os clichês dos EUA, um olhar antropológico da coisa. Mas se fosse um filme do Warhol, as intenções poderiam ser outras. Ele sempre tematizou a adoração por mitos e ícones produzidos pela mídia, mostrando a impessoalidade deles: Marilyn Monroe, Elvis Presley, Coca-Cola, sopas Campbell….E ele mesmo se produziu como mito. Talvez com esse filme estaria rindo disso, porque além de se apropriar do modo serial como a publicidade produz, com a técnica de serigrafia… …Ele bolou vários outros modos de chamar atenção. Tinha sósias que se faziam passar por ele durante conferências e acontecimentos sociais, respondia entrevistas de forma monossilábica e algumas vezes até deixava outros responderem por ele. Se tornou uma personalidade curiosa, e atraiu atenção não somente por sua arte (ok, talvez fazendo parte dela…). Enfim, foi um belo publicitário – o que para artistas da Pop Art não é necessariamente um insulto. Se estivesse em nossa época, o filme poderia tanto ser uma perfomance vídeo-art, como uma tentativa viral de sucesso (oras, tem 227 mil views!). Poderia até vender a idéia para o Burger King ou para o ketchup Heinz. Falando nisso, parece que ele errou na sua profecia (e slogan) “Um dia, todos terão direito ao seus 15 minutos de fama”, por 5 minutos. Ah, você já esperava que eu ia falar disso? Então não vou, mas aqui vai uma ação que lembra toda essa história: |
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