Jan 30

Why so serious?

Category: CGM, SDS, filosofice, guerrilha, viral
“A Warner Bros e os produtores de Batman, The Dark Knight (2008, ainda inédito) confirmaram há pouco que as informações sobre a suposta morte do ator Heath Ledger foram uma estratégia viral para a divulgação do filme. Aproveitando-se do fato de Heath Ledger sofrer de catalepsia, foram contratados médicos para induzir o ator a esse estado. Frente à alegações de que a brincadeira não teve graça nenhuma, Raphael Zigovzky, diretor de marketing da companhia, declarou que essa era a intenção da ação, mostrar que o Coringa (personagem interpretado por Ledger) é um fazedor de ‘piadas mortais‘.”
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Calma, calma… Antes de comemorar que Heath Ledger está vivo, ficar nervoso porque foi enganado por publicitários sem limites ou entusiasmado com uma bela e ousadíssima ação de marketing de guerrilha, procure saber se isso é verdade. Ok, ok, já adianto que não é. Foi só um post de Ian Black.

Talvez esse seja um efeito positivo de ações de guerrilha que se passam por notícias verdadeiras (o chamado marketing invisível): com o tempo, as pessoas vão acabar deixando de crer de primeira em tudo que ouvem, ou tomar como verdadeiras qualquer coisa que lêem nos jornais e vêem em noticiários de TV. E aí junto com isso, a internet, sempre ela, que apesar de oferecer muuuuita coisa que não merece credibilidade, vai tornando as pessoas um pouco mais ativas quanto à busca de informação.

Mas e aí: será que uma ação desse tipo é possível, viável, desejada, teria potencial de sucesso (não só awareness)?

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Ok, chamar médicos para induzir um estado cataléptico é demais. Mas vamos supor que a ação fosse disseminar pela internet uma nota como essa acima, falsa, depois da morte do ator, só para criar bastante discussão em torno da possibilidade de ela ser verdadeira. Assim, haveria muita conversa sobre o filme - e depois disso, curiosidade para ver o falecido em sua última aparição. Ok, você vai dizer que é uma brincadeira de mal gosto e anti-ética. Enfim, questões morais à parte, deve ter muita coisa aí que provavelmente nunca tomaremos conhecimento, mas que foram verdadeiras ações de marketing invisível (link conspiratório aqui). Sem contar tantas outras que nunca vão sair do papel, porque a gente sabe que muita gente gosta de acreditar cegamente na mídia, no jornal, nas revistas, e não gosta de se sentir enganada com brincadeiras como a da Kaiser e a Karina Bacchi. E é nisso que a gente pensa na hora de censurar nossa ousadia: que essas pessoas representam a maioria.

Mexer com um tema como morte pode ser meio pesado, mas será que o pessoal não acaba levando essa ânsia por veracidade dos fatos a sério demais? “Why so serious?” - perguntaria um Coringa guerrilheiro. Geralmente notícias falsas que encobrem ações de marketing não são tão importantes assim, a não ser que você acredite cegamente que vão internacionalizar a Amazônia… (como fez certo alguém). Que tal nós, consumidores, pessoas de bem, encarar essas ações como um ARG, um jogo, e perceber que as marcas só querem brincar um pouco com a realidade? Aí talvez nosso dia-a-dia com a propaganda fique mais divertido.

Provavelmente esteja fazendo perguntas retóricas demais. Então é sua vez de continuar a conversa: o que você acha disso tudo? Comenta aí!

2 Comments so far

  1. Pedro Janeiro 31st, 2008 5:44 pm

    marcas querem brincar c a realidade? Achei q estivessem em busca de lucratividade. Alias o q serah de uma ideia dessas se ela nao retornar numeros positivos de campanha.

    Abs turma

  2. Fábio Monteiro Fevereiro 1st, 2008 12:12 pm

    Sim, Pedro…Uma ação como a da Kaiser é um jogo de 1º de abril, uma “pegadinha” que brinca com a “realidade” (leia-se Revista Caras). Como os ARG’s fazem, utilizando a “realidade” como plataforma. Não é por isso necessariamente menos eficaz em termos de Negócios, mas com certeza representa maior risco. E ainda acredito naquela lei: quanto maior o risco, maior é o resultado que se pode obter.

    Mas essa era apenas uma recomendação, como consumidor, para consumidores. Quanto mais preferirem filmes com a Ivete Sangalo repetindo no horário nobre, mais é o que teremos que engolir.

    Abraço,

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